quinta-feira, 13 de maio de 2010

Lágrimas de crocodilo

Escrito e ilustrado por André François e publicado em 1956 por Robert Delpire, Lágrimas de crocodilo é unanimemente considerado como uma obra que se destaca pela extraordinária qualidade artística e indiscutível originalidade. Impôs-se como um marco histórico na evolução do livro infantil e do álbum numa época marcada pela literatura tendencialmente moralizante.

Logo após a publicação da edição americana, o livro Lágrimas de crocodilo obteve o New York Times Best Illustrated Book. A partir desse momento multiplicaram-se as edições um pouco por todo o mundo, sendo traduzido em catorze línguas. Mais de meio século após a primeira edição, a editora Bruaá traz pela primeira vez este autor e este livro para o nosso país. «Um relato textual e pictórico deliciosamente absurdos e admiravelmente limpos de impurezas. Uma insólita viagem-explicação ou uma explicação-viagem que ninguém se vai importar de repetir... até às lágrimas.» (in Bruaá Editora).
Acerca de André François

André François, de seu verdadeiro nome André Farkas, nasceu em Temesvar a 9 de Novembro de 1915. Terminou o liceu na Roménia e estudou na Academia de Belas Artes de Budapeste entre 1932 e 1933. No ano seguinte, mudou-se para Paris onde estudou, durante um ano, com Adolphe Cassandre, que o encoraja a trabalhar em ilustração.

Em 1939, André obteve cidadania francesa e mudou o apelido para François. De origem judaica, François teve de passar os tempos da Segunda Grande Guerra entre Marselha e Sabóia, regressando a Paris após o conflito. Posteriormente estabeleceu-se em Grisy-les-Platres com a sua mulher e filhos, iniciando a actividade artística em jornais como o "Action" e o "Les Lettres Françaises".

Começou também a trabalhar com o "Nouvel Observateur", "Le Monde" e "Telerama". Trabalhou para as lendárias revistas "Punch" e "Lilliput". Produziu capas para a "Penguin" e, no final dos anos 40, travou uma grande amizade com o fotógrafo e editor Robert Delpire, a qual que durou até ao final da vida de François.

Publicou o seu primeiro livro - Double Bedside Book - em 1952. No mesmo ano, ilustrou o livro Lettres des Iles Baladar, da autoria de Jacques Prévert. Em 1956 surgiu o livro Lágrimas de crocodilo, que rapidamente ganhou fama a mundial, sendo traduzido para catorze línguas e obtendo o prémio New York Times Best Illustrated Book.

Em 1958 o seu livro The Half-Naked Knight contribuiu ainda mais para a sua ascensão e a revista "New Yorker" iniciou uma relação com André François que viria a durar trinta anos e se traduziria em sessenta capas. Em 1960, André François afasta-se dos jornais e revistas para dedicar algum tempo aos seus projectos. Ilustra obras de Jacques Prévert, Raymond Queneau, Boris Vian, entre outros, para além de se dedicar cada vez mais à pintura, escultura e design gráfico.

Em 1970 expõe toda a sua obra no Louvre e, dezasseis anos depois, a Ásia rende-se à sua arte com outra grande exposição no Palácio de Tóquio. A 8 de Dezembro de 2002 um incêndio reduz a cinzas todo o ateliê de André François, fazendo desaparecer a maior parte do seu trabalho. Apesar de ter já 87 anos e saúde fragilizada, André François recusa-se a desistir e investe novamente no seu trabalho de forma a deixar algo mais tangível do que aquilo que estava reproduzido nos livros. Ano e meio depois do incêndio, André François apresenta a exposição "L’épreuve du feu" com sessenta peças. Morre no dia 11 de Abril de 2005, em Grisy-les-Platres, aos 89 anos.

Para conhecer a obra Lágrimas de crocodilo, clique aqui.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Livro do Livro

Este livro, publicado pela editora Edicare, é uma “massagem” à nossa imaginação. Dirigido a crianças, propõe-lhes uma viagem à construção de um livro: desde a observação do mundo, passando pela criação de personagens e de uma história, até à construção do livro-objecto.
É uma viagem ao interior de um livro e, simultaneamente, ao interior da nossa casa e de nós próprios.
Sophie Benini Pietromarchi é autora e ilustradora de livros para crianças. Nasceu em Paris e estudou Literatura e Design Gráfico em Florença. Além de escrever, realiza habitualmente oficinas com crianças, explorando os caminhos da imaginação e criatividade.

Para aceder ao site da editora, clique aqui.

Maria João Batalha

terça-feira, 11 de maio de 2010

Do!

Do! é um livro composto por um conjunto de imagens de acção, elaboradas no estilo tribal Warli. Introduz o jovem leitor em verbos básicos, através de brilhantes pictogramas que ilustram a acção e simultaneamente contam a história.

A arte Warli é executada por pessoas pertencentes à comunidade tribal que vive em Maharashtra, na India. Ramesh Hengadi, Rasika Hengadi, Shantaram Dhadpe e Kusum Dhadpe são os artistas que emprestam os seus dotes a este livro, vencedor do prémio New Horizons, da Feira do Livro Infantil de Bolonha 2010.

Do! pode ser adquirido aqui.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Cancioneiro Infanto Juvenil para a Língua Portuguesa na prática educativa

“O Cancioneiro Infanto Juvenil para a Língua Portuguesa na prática educativa”. Esta é uma iniciativa do Instituto Piaget, sem patrocínios externos. É um projecto que existe há vinte anos e tem uma duração prevista de trinta, que prima por desenvolver acções em escolas e jardins-de-infância, ao nível da aprendizagem da escrita e leitura de forma prazerosa.

Com edições trienais, os concursos do Cancioneiro Infanto-Juvenil encerram com um simpósio ligado à temática da poesia. Nos dias 14 e 15 de Maio realizar-se-á, no Instituto Piaget em Almada, o encerramento do 6º concurso, subordinado ao tema “Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa na prática educativa”.

Estarão presentes nomes da área da poesia tradicional e literatura para a infância e juventude, tais como: Álvaro Magalhães (escritor e membro SPA); Maria Teresa Meireles (Doutorada em Literatura Tradicional e Oral e membro do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional); Violante Magalhães (Doutorada em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e membro do Centro de Estudos Comparatistas da mesma Faculdade).

No dia 15 de Maio iremos ter a cerimónia de entrega dos prémios aos seleccionados, cujo título do volume é “Amo de ti”, frase de Dinis Catambas (2 anos). Envolvemos agentes educativos, educandos e pais em acções de formação no âmbito da escrita criativa e da poesia. Estes concursos iniciaram-se em 1989 e terminarão em 2019, sendo uma das vertentes deste projecto, também, a investigação académica nos cerca de 22 mil textos que temos em arquivo.

Para mais informações clique aqui.

domingo, 9 de maio de 2010

PRÉMIO NACIONAL DE ILUSTRAÇÃO 2010

Bernardo Carvalho venceu o Prémio Nacional de Ilustração 2009 pelas ilustrações do livro Depressa, Devagar.

As duas menções especiais do júri foram para:
- Marta Madureira: Livro dos medos
- Madalena Matoso: Andar por aí"
Outras obras que mereceram destaque pelo júri, ordenadas alfabeticamente pelo nome do ilustrador:

- Henriqueta, a tartaruga de Darwin, ilustrada por Afonso Cruz, texto de José Jorge Letria, Texto, Lisboa, 2009;
- Ainda falta muito?, ilustrada por Alex Gozblau, texto de Carla Maia de Almeida, Caminho, Lisboa, 2009;
- Poesia de Luís Camões para todos, ilustrada por Ana Biscaia, selecção e organização de José António Gomes, Porto Editora, Porto, 2009;
- O cão e o gato, ilustrada por André Letria, texto de António Torrado, Editora APCC, Lisboa, 2009;
- Guardador de árvores, ilustrada por Horácio Tomé Marques, texto de João Pedro Mésseder, Trampolim edições, Porto, 2009;
- O meu primeiro Miguel Torga, ilustrada por Inês Oliveira, texto de João Pedro Mésseder, Dom Quixote, Lisboa, 2009;
- O noitibó, a gralha e outros bichos, ilustrada por José Feitor, texto de Francisco Duarte Mangas, Caminho, Lisboa, 2009;
- Gastão vida de cão, ilustrada por Luís Henriques, texto de Rita Taborda Duarte, Caminho, Lisboa, 2009;
- O tubarão na banheira, ilustrada por Paulo Galindro, texto de David Machado, Presença, Lisboa, 2009;
- Histórias Tradicionais Portuguesas – O pássaro verde e O sapateiro, ilustrada por Pierre Pratt, texto de Alice Vieira, Caminho, Lisboa, 2009;
- Os sete cabritinhos, ilustrada por Teresa Lima, texto de Tareixa Alonso, OQO, Pontevedra, 2009;
- De sol a sonho, ilustrada por Yara Kono, texto de Raul Malaquias Marques, Caminho, Lisboa, 2009.

Nesta 14ª. edição do Prémio Nacional de Ilustração, atribuído pelo o Ministério da Cultura (através da DGLB) foram analisadas 117 obras, que reuniram 76 ilustradores, publicadas por 35 editoras.

Para além da componente monetária, o prémio contempla a deslocação dos vencedores à Feira de Bolonha assim como e a presença dos livros das Menções Especiais.

sábado, 8 de maio de 2010

Fazer um livro: da ideia ao papel

O Centro de Criatividade Pró-Ensino está a lançar um novo atelier para crianças dos 7 aos 13 anos. “Fazer um livro: da ideia ao papel”: todos os livros nascem de uma ideia e acabam nas mãos de quem os quer conhecer. Acabam? Talvez nem seja bem isso… Cada livro é um começo de algo novo e diferente, é uma janela aberta para todas as descobertas, para um mundo de conhecimento e de divertimento também.

Horário: Sáb das 10h00 às 13h00
Duração: 15h
Data: 8, 15, 22 e 29 Maio e 5 de Junho de 2010
Orientadora: Andreia Rasga
Preço: 50€

O CCPE é um Centro de Actividades Culturais e Educativas para todas as idades localizado no Bairro Alto. Um projecto que visa estabelecer uma ponte relacional e de intercomunicação entre o ensino/aprendizagem e a criatividade, importando todas as competências que a arte proporciona e desenvolve no indivíduo.

Pretende-se, assim, dar a conhecer ao aluno as mais valias que a arte proporciona e o modo como essas poderão influenciar produtiva e construtivamente as áreas escolares e humanas.
Nesse sentido, o CCPE está dotado de um leque de serviços respeitantes a ambas as áreas - artística e escolar - e oferece um espaço de convívio comum ao Conhecimento e à Arte.

Defendemos o conceito da aprendizagem através da arte/cultura/processo criativo. O carácter criativo é intrínseco à natureza do Homem, um ser inventivo que se adapta, contorna e reinventa a sua própria condição humana e o ambiente que o rodeia. Considerando a competência criativa enquanto músculo, o processo criativo é o ginásio onde se estimula a rapidez de raciocínio e a facilidade para se encontrar soluções e alternativas para responder face ao Problema.

Para conhecer melhor o CCPE clique aqui.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Invasão no Marquês de Pombal

À 16ª hora, do 8º dia, do 5º mês de 2010, junte-se às Bibliotecas Municipais de Lisboa e, ao som de 50 bombos, com muitos livros e boa disposição à mistura, invada os relvados do Parque Eduardo VII para formar o maior cordão humano de leitura que Lisboa já conheceu!

Para saber mais acerca do evento, clique aqui.

Sugestão de Ana Mourato